quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Açúcar também é tóxico - Revista Crescer

Quando tivermos os nossos filhos quero deixá-los longe dos produtos ricos em açúcar e sal. Por causa dessa cnduta sou muito criticada. Falam que não vou te coragem de deixar meu filho sem um pirulito ou um pacotinho de salgadinho! Oi? Como assim, se eu ficar oferecendo esses alimentos claro que ele vai querer só esses...mas se eu apresentar opções alternativas e saudáveis com certeza vai ficar mais fácil de ganhar essa batalha. Não vou ser a mãe radical, mas vejo hoje em meu consultório muitos casos de OBESIDADE infantil. E sabe que me assusta? As crianças não comem frutas, verduras...mas não vivem sem MACARRÃO INSTANTÂNEO, REFRIGERANTE, CHOCOLATE, BALA, SALGADINHO...é muito triste, desculpem o meu desabafo!




Dêem uma olhada nessa reportagem da Revista Crescer

Você controla a quantidade de doces que seu filho consome diariamente? Saiba que o açúcar está tão na mira dos pesquisadores que eles acreditam que o ideal seria que ele fosse regulado, como uma toxina. Um artigo publicado na revista Nature, chamado The Toxic Truth About Sugar (A Verdade Tóxica sobre o Açúcar), reforça que o açúcar e outros adoçantes podem provocar problemas cardíacos, aumento da pressão, colesterol, diabetes, insuficiência hepática.








Mas fique tranquila. Aqui estamos falando do excesso. E mais, segundo Rubens Feferbaum, pediatra e nutrólogo do Hospital Infantil Sabará (SP), nos Estados Unidos o problema é maior porque a frutose, que potencializa problemas renais e cardiovasculares, é muito utilizada no país em diversos produtos, como refrigerantes. No Brasil, é a sacarose, mas os riscos também existem.

Para Rubens, as bebidas açucaradas são grandes vilãs. Um estudo realizado pelo Centro de Pesquisas do Hospital Infantil Sabará, com 800 pessoas entre 3 e 17 anos, revelou que as bebidas açucaradas, como sucos de caixinha (néctar), refrigerantes, refrescos em pó, entram muito cedo na dieta da criança e viram hábito na vida delas. “Descobrimos que cerca de 20% das necessidades calóricas diárias dos adolescentes vêm do açúcar dessas bebidas”, diz Rubens. Isso quer dizer que, se o seu filho tem o hábito de tomar um “suquinho” a toda hora, é caloria que ele está ingerindo o tempo todo, que vai ser somada com o que ele come ao longo do dia. Além disso, reforça o especialista, essas bebidas elevam a glicemia e insulina rapidamente, o que pode ocasionar em reações inflamatórias crônicas, levando a problemas como hipertensão, arteriosclerose.

Por isso, vale o alerta: para matar a sede, água! “Muito se pergunta sobre o que as crianças comem, mas pouco se pergunta sobre o que elas bebem. Grande parte do sobrepeso e obesidade é pelo que se bebe”, afirma Rubens.

Sabe aquele achocolatado na mamadeira ou um suquinho adoçado para acalmar a criança? Esqueça.

Menos açúcar, mais alimentos saudáveis
Não existe idade ideal para introduzir o açúcar na dieta do seu filho. O melhor é postergar o quanto você puder. “Não há necessidade de adição de açúcares, desde que alimentos como grãos, cereais, frutas, legumes e tubérculos, que tem açúcares mais ou menos complexos em sua composição, façam parte da dieta”, diz Rubens. Isso porque, junto com proteínas e gorduras, são suficientes para as necessidades de gasto energético diário e de crescimento. É preciso equilíbrio. Sucos de laranja, por exemplo, não precisam ser adoçados. Deixe para colocar açúcar naqueles que realmente precisam, como os de limão.

Light e diet para crianças?

Se você acha que, para amenizar o consumo da quantidade de açúcar, a saída é oferecer produtos diet e light para o seu filho, atenção!

Diet é um produto feito para crianças e adultos que têm restrição de determinado nutriente, que pode ser tanto o glúten, o sódio, o açúcar. Só que para adoçar o alimento, no caso dos sucos, por exemplo, é usado o adoçante – e ainda não há pesquisas que mostrem qual a quantidade segura que as crianças podem usar sem que isso tenha um impacto em sua saúde no futuro. Além disso, um chocolate diet pode ter ainda mais gordura do que o normal, desequilibrando a composição nutricional do seu filho. “Liberamos para aquelas que têm diabetes, por exemplo”, diz Maria Emília Suplicy, nutricionista do Hospital Pequeno Príncipe (SP).

Já os produtos light, que têm redução de açúcar e/ou gordura e sal, também devem ficar restritos àquelas crianças que precisam de uma dieta com menos calorias. Vale lembrar que os produtos que precisam ser adocicados também têm em sua composição o adoçante, como os diets. Por isso, vale o alerta: “Por que utilizá-los quando a criança tem uma alimentação sadia e equilibrada?”, diz Rubens.

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